domingo, 7 de dezembro de 2014

| Marcos Cesário |

02 de dezembro de 2014










Há alguns anos, eu estava andando na rua e vi um cachorrinho sair correndo, de dentro de uma casa, ansioso e agitado; ao tentar atravessar a rua, o cachorrinho foi atropelado por um táxi.

Tudo aconteceu muito rápido. Quase no mesmo instante, a dona do cachorrinho, que ouviu os gemidos de dor do cachorro, saiu desesperada de casa e, quando viu o cachorro morrendo, estendido na rua, ela se atirou ao chão e abraçou o animal, gritando: “Não, não morre, Bob, não morre, pelo amor de Deus, não morre!”

As pessoas que passavam na rua, atraídas pelo desespero daquela mulher, ficaram paradas olhando aquela cena, de alguém que chorava a morte de um cachorro: como uma mãe chora a morte de um filho...

Este episódio mudou a minha forma de olhar o amor que uma pessoa pode ter por um animal de outra espécie. Antes deste episódio, eu acreditava que havia até certos exageros em afirmar que: para certas pessoas, um gato, um cachorro... Têm o mesmo valor de uma pessoa.

Dali em diante, eu respeitei mais esta relação: entre animal homem e animais de outras raças. Percebi, naquele dia, que nossa ligação de amor é com a Vida...

Por isso, quando entrei na página de Enio e vi, senti, seu luto pela morte de sua companheira, sua cadela Meg: entendi sua dor...

Enio: o amor nem sempre é compreendido. Enio, só quem ama sente o que sente, por quem sente, e, como sente.

Enio, sua dor é legítima, seu amor é legítimo.

Enio, espero que sua dor, daqui a pouco tempo, seja menos dor....


Caro Enio, espero que o amor de Meg se misture com o amor à Vida, e, você, mais uma vez, consiga viver um amor tão puro, como o que você viveu com a Meg, com outro ser, tão puro quanto a Meg, tão sincero, verdadeiro e puro: como você...