terça-feira, 9 de dezembro de 2014

| Maisa Antunes |

25 de novembro de 2014



Sonhou que dormia numa casa, uma dessas casas, que pegam jeito de árvore. A casa ficava no fim de uma rua, numa cidade vizinha a sua. Dormia com um menino, sob um mosquiteiro. A certa altura da madrugada uma nuvem de mosquitos invadia o quarto. Parecia que a procurava. O alívio maior não foi lembrar que era sonho.

O alivio maior foi lembrar – no sonho – que estava protegida pelo mosquiteiro. O menino acordou e a protegeu ainda mais, abraçando-a. Assim como Niels – personagem de Peter Jacobsen – sua alma absorvia essas influências, tudo teria um significado: o que realmente existia; o que sonhava; o que sabia e o que adivinhava.