05 de novembro de 2014
Caro Abraão Vitoriano, seu livro,
suas Pétalas já estão comigo. Quando ele chegou, eu abri ,li sua delicada
dedicatória e fechei de novo... Ele Passou dois dias em cima da minha
escrivaninha, olhava para ele, ele olhava para mim e, esperávamos, ele, o
livro, e, eu, o momento de nos encontrarmos.
O encontro acabou de acontecer e,
como quase todos os livros que lemos, gostei de algumas coisas e de outras,
não... As palavras têm suas preferências: algumas palavras nos escolhem,
outras, não.
Mas, não foi surpresa sentir sua
vontade de viver e reviver os desejos e o amor em cada pequeno poema. As suas publicações,
em sua página do facebook, revelam a ansiedade daqueles que se apressam em
roubar do cotidiano: mais vida, mais tempo.
Você, logo na abertura do livro,
confessa que queria: “Um amor que movesse montanhas/ Que soubesse nadar”.
Abraão, sabemos que não é fácil encontrar um amor que mova certas montanhas e
mais difícil ainda, Abraão: é encontrar
um amor que saiba nadar...
Por isso, Abraão, temos que
aprender a respirar adequadamente cada gesto, cada olhar, dado e negado a nós,
para que, por falta de atenção e lucidez: o amor, não venha: a nos afogar...
E, você, faz questão de
esclarecer: que o “Amor dança”... Dança mesmo, Abraão: e é tão difícil
acompanhar seus passos, não é?
Abraão, enquanto a “Vida dobra”,
nós vamos vivendo o amor e nos desdobrando: e, de vez em quando, Abraão, vamos
encontrando as Pétalas Raras que plantamos no olhar de algum desconhecido, ou,
em certos olhares indecifráveis e distantes: dentro do olhar daqueles que
convivemos e amamos...
O que sabemos mesmo, é que:
“Entre mortos e feridos/ Os amantes”...
Então: amemos, Abraão, amemos...