quarta-feira, 5 de novembro de 2014

| Marcos Cesário |

05 de novembro de 2014


              



Caro Abraão Vitoriano, seu livro, suas Pétalas já estão comigo. Quando ele chegou, eu abri ,li sua delicada dedicatória e fechei de novo... Ele Passou dois dias em cima da minha escrivaninha, olhava para ele, ele olhava para mim e, esperávamos, ele, o livro, e, eu, o momento de nos encontrarmos.

O encontro acabou de acontecer e, como quase todos os livros que lemos, gostei de algumas coisas e de outras, não... As palavras têm suas preferências: algumas palavras nos escolhem, outras, não.

Mas, não foi surpresa sentir sua vontade de viver e reviver os desejos e o amor em cada pequeno poema. As suas publicações, em sua página do facebook, revelam a ansiedade daqueles que se apressam em roubar do cotidiano: mais vida, mais tempo.

Você, logo na abertura do livro, confessa que queria: “Um amor que movesse montanhas/ Que soubesse nadar”. Abraão, sabemos que não é fácil encontrar um amor que mova certas montanhas e mais difícil ainda, Abraão:  é encontrar um amor que saiba nadar...

Por isso, Abraão, temos que aprender a respirar adequadamente cada gesto, cada olhar, dado e negado a nós, para que, por falta de atenção e lucidez: o amor, não venha: a nos afogar...

E, você, faz questão de esclarecer: que o “Amor dança”... Dança mesmo, Abraão: e é tão difícil acompanhar seus passos, não é?

Abraão, enquanto a “Vida dobra”, nós vamos vivendo o amor e nos desdobrando: e, de vez em quando, Abraão, vamos encontrando as Pétalas Raras que plantamos no olhar de algum desconhecido, ou, em certos olhares indecifráveis e distantes: dentro do olhar daqueles que convivemos e amamos...

O que sabemos mesmo, é que: “Entre mortos e feridos/ Os amantes”...

Então: amemos, Abraão, amemos...