terça-feira, 4 de novembro de 2014

| Marcos Cesário |

04 de novembro de 2014










Álvaro, se você viu eu não sei: mas, entrei, olhei seu corpo, ali, deitado naquele caixão e, em menos de cinco minutos, fui embora.

Álvaro, Carinha, eu estou tentando esquecer aquela imagem de um corpo que era o seu, mas, que não era você: não era, nunca vai ser...

Você, Biro, sempre sorri, me abraça e me beija quando eu chego: e, eu cheguei tão perto de você, e, você ficou lá na mesma posição, deitado naquele caixão. Sim, me disseram que aquele, deitado, ali, naquele caixão, era você. Eu vi seu rosto naquele corpo: mas, não era você, não era.

Por isso não fiquei naquilo que chamam de velório.

Álvaro, Biro, onde eu te encontrar, seja onde for, você vai rir para mim, me beijar e me abraçar...

Carinha, já faz uns dois dias que te reencontro em mim: e toda vez que nos reencontramos, você me abraça, eu choro, você ri, daquele seu jeito e, me beija...

Álvaro, Biro, Carinha, onde você estiver, me espere: e quando eu chegar, Carinha, me receba daquele mesmo jeito, com aquele mesmo  riso, dentro daquele mesmo abraço, com aquele mesmo beijo.


Álvaro: amo você...