07 de outubro de 2014
Até onde sabemos, até onde nos entendemos
assim: Humanos, nos perguntamos: o que é o amor? Como amar?
Décadas, séculos vão repassando,
de geração em geração, estas perguntas que nunca deixaram de ser o que são:
perguntas sem respostas.
Emiliana, como você, também
tenho uma afinidade espiritual com Henry Miller e Anaïs Nin: que com a força do
amor que sentiam um pelo outro e que sentiam pela Vida, mudaram a si mesmos e
deslocaram e revelaram, com seus corpos e com suas palavras, desejos soterrados
pela moral, pela hipocrisia: sobre o sexo e sobre aquilo que chamamos de amor.
Emiliana, sua matéria não é só
bem escrita, sua matéria tem a delicadeza e a coragem de falar de dois
personagens que estavam, e muito, à frente da geração que viveram, e, ainda
hoje, depois de tantos anos da morte de Anaïs Nin e Henry Miller, constatamos,
com uma certa impaciência que, tanto Henry Miller, quanto Anaïs Nin, ainda
estão muito à frente deste nosso tempo...
Mas, Emiliana, já que constatamos
certos equívocos, vamos, como eles, tentar mudar certas coisas e, enquanto
tentamos mudar, vamos tentando viver e refazer melhor a Vida e o amor que
contemplamos: enquanto amamos...
