14 de julho de 2014
Um bilhete para José e Maria...
“Um crime pode não ser vulgar, mas a vulgaridade é um crime”
(Oscar Wilde)
Maria é uma mulher bonita e aparentemente delicada. Maria é casada com José Barbosa, um rapaz pretencioso que acha que escrever bem é falar difícil e, pior: José é daqueles tipos estranhos que acreditam que argumentar é agredir e insultar.
Conheci José num encontro cultural, há mais ou menos dois anos e, pelo pouco que pude observar, José parecia um pouco confuso e contraditório; só soube notícias de José, de uns meses pra cá, porque ele se conectou comigo pelo facebook. José é muito apaixonado por sua esposa Maria, sei disso porque ele sempre se declara para ela em sua página no facebook e, de tanto o José visitar minha página, sua esposa, Maria, me adicionou no facebook e, gentilmente, Maria me enviava delicadas mensagens privadas e, encantado com a delicadeza de quem apreciava meus textos e meus retratos, eu tentava estar à altura das delicadezas das mensagens de Maria e nunca deixei de responder às suas mensagens cercadas de gentilezas.
Já o José tinha uma outra forma de me admirar - soube que ele já estava usando uma boina parecida com a minha e uma amiga me disse que viu José usando suspensório e que até postou uma foto, na sua página no facebook, com uma pose de leitor e usando boina e suspensório...
Mas, parece que José descobriu a senha do facebook da esposa e não gostou muito do que leu nas mensagens privadas que sua esposa enviou para mim e, entrou em minha página, postou uma foto horrível de fezes em um vaso sanitário e, logo depois, bloqueou o meu facebook, de modo que eu não pude e, ainda não posso, responder à sua covardia.
Liguei para uma amiga, que conhece de vista o casal, e enviei o recado que gostaria de conversar com José e sua esposa Maria sobre as grosserias de José e, quem sabe, tentar esclarecer as coisas. José recebeu o recado e disse para minha amiga que por ele tudo bem, mas três dias depois de receber o meu recado, José me desbloqueou no facebook para me insultar de novo: “Quer saber o motivo de se postar um bolo de merda em sua página? Não sei, deu vontade. Abstraia. Agora para de ficar mandando recadinhos e esqueça que existimos. Não temos explicações para te dar. Explicar o que? Fica ai na sua e nem vem com esse seu jeitão de coroa rebelde querendo resolver as coisas no braço. Eu não bato em homens da terceira idade. Fim da conversa no bate-papo”. Pelo visto, parece que José agora já está pensando em me agredir fisicamente... Bem, depois de mais esta vulgaridade, sem o menor sentido, José me bloqueou no facebook, de novo, de modo que eu não achei outra forma de falar a José senão assim e aqui.
Pensei no que você sugeriu, José: “Quer saber o motivo de se postar um bolo de merda em sua página? Não sei, deu vontade. Abstraia”. Acho que já abstraí... Acabei de abstrair e quero compartilhar o resultado de minha abstração com você:
José Barbosa, não seja tão covarde, não fique tão bravo porque sua esposa admirou um outro homem e não fique acreditando que se afogar é nadar. José, se eu fosse seu amigo lhe diria para não tentar se vestir como eu para que sua esposa te admire mais. José, não é o suspensório que segura minha dignidade e meu temperamento; José, o suspensório é só um adorno do corpo; José, a alma de um homem é um pouco mais pesada que as calças de um homem, mesmo que este homem seja um homem fraco e covarde como você.
Cara Maria, sinto falta de suas mensagens, de suas delicadezas, só não entendo e, por isto mesmo lamento, por que você está silenciosamente se submetendo às covardias e aos caprichos de José: um homem que só pode ser chamado de homem porque é do sexo masculino.
José, covarde: espero ter te abstraído de forma adequada.