28 de maio de 2014
Houve um tempo em que eu via
cenas, aparentemente banais, para a maioria de nós: um cachorro, um sapo, um
pássaro, uma vaca, um gato, mortos, atropelados por nossos automóveis e isto
não me causava nenhum tipo de espanto, às vezes, eu até sentia uma piedade
distante, mas, estas cenas não me comoviam ao ponto de me levar a algum lugar
da tristeza.
Eu não crio animais, não gosto de
abraçá-los nem beijá-los. Mas sinto um prazer legítimo em olhá-los e perceber e
apreciar nossas diferenças e semelhanças: e as semelhanças são tantas,
tantas...
É como se uma parte de mim estivesse,
antes mesmo que eu soubesse, morrido com o pequeno animal.
Não há muito o que dizer: falar
sobre certas coisas que sentimos, nem sempre nos leva a sermos compreendidos.
Mas, estou triste por algo de mim, neste corpo pequeno e sem vida de um inocente
gatinho atropelado pela prepotente velocidade de nossa indiferença.
.jpg)