quinta-feira, 5 de junho de 2014

| Marcos Cesário |

27 de maio de 2014







Clarice Lispector deixou claro que não era uma intelectual, que nunca foi e não queria ser uma intelectual. E, muito menos, Clarice queria ser vista como uma intelectual e por isto tentou exprimir em palavras o que ela, Clarice, acreditava que era: “Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal”.

Toda vez que tento interpretar, retratar o mundo com uma câmera fotográfica, ou quando me esforço para retratar o que sinto em palavras, tento acreditar que sou uma pessoa muito parecida com a pessoa que a pessoa de Clarice Lispector  acreditava ser e: era...

Tomara que eu seja uma pessoa parecida com Clarice, tomara...