terça-feira, 27 de maio de 2014

| Marcos Cesário |






"Há pouco a se dizer apenas com letras e palavras”. 

(Hermann Hesse) 
Oi Geninha, já faz uns dias que não nos vemos e, hoje, no dia de meu aniversário, estou como sempre, pensando e agradecendo por tudo que tenho. Mas, de tudo que tenho, há algo que tenho e que sei que é o mais caro, amor...

E você é uma destas partes de minha vida que, mesmo eu vendo tão pouco, me dá muito. Não sei se você consegue ver em mim aquilo que sinto por você quando estamos perto um do outro.

Desde sempre você confiou suas frustrações, seus medos e desejos aos meus olhos e ouvidos. E com seu jeito de dizer-se tão verdadeira me ajudou a reforçar minha vocação de me encontrar nos outros.

Milan Kundera sabe o que diz: “Sem o olhar do outro nada somos”.

Geninha, sem o olhar de quem confia em nós nada somos. Precisamos uns dos outros para chegarmos a nós mesmos e só temos o direito de sair desta vida quando a vida não abre, ao menos, um vitrô que nos ofereça um pouco de ar e de luz. E sua vida tem janelas e portas, tem um pai, irmãos, filhos, sobrinhos, netos e todos estão sofrendo com você. Todos te amam. Todos, inclusive, principalmente a Delegada da família, sua mãe, tia Marieta, mulher bela e corajosa que sabe ri enquanto chora...

Querida Geninha, todos nós estamos nos recuperando dos quarenta comprimidos que você tomou de uma só vez. Você intoxicou um pouco a alma de quem te ama. Não faça mais isto. Precisamos de você, deste seu jeito assim, às vezes melancólico, mas cheio daquela fé que pula de um lado ao outro dos teus olhos... Lembrei de tia Lurdes: “Ela está sempre disposta a ajudar todo mundo...”. Sim tia, todos sabemos disto.

Geninha, obrigado por sua amizade e, hoje, no dia do meu aniversário, parabéns para mim por ter em minha vida pessoas tão verdadeiras e simples como você.