terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

| Marcos Cesário |

21 de janeiro de 2014








Desde que conheci Ilda, testemunhei com prazer e encantamento esta sua forma de tratar cada pessoa como se fosse uma flor - e Ilda parece mesmo uma boa jardineira. Sei disto por que pelo menos umas três vezes a cada semana acordo, ligo o celular e está lá mais uma nova e delicada mensagem de Ilda me desejando um dia de jardim e, ao final de cada mensagem, Ilda sempre termina com um: “Bom dia lindo-Flor!”

Ilda, desde a infância eu tenho uma simpatia fraternal com as margaridas. Pra falar a verdade sempre me senti “um” margarida. Talvez eu seja mesmo. Mas, também confesso minha ligação maternal com as rosas amarelas. Minha mãe tinha um pé de rosas amarelas em frente a casa dela e sempre oferecíamos um ao outro uma rosa amarela daquele discreto pé de rosas.

Quando minha mãe morreu as rosas que abraçavam seu corpo no caixão eram todas amarelas. Minha mãe foi enterrada, plantada, com rosas amarelas. Como uma rosa amarela.

Talvez minha mãe fosse, e ainda seja, uma rosa amarela...

Ilda, as flores me parecem tão despretensiosas, tão belas, tão delicadas. Obrigado por me ver como “um” Flor. Obrigado por cada mensagem, por cada flor que seus belos olhos confiam ao meu frágil jardim.

Obrigado Flor-Ilda, obrigado linda-Flor.