| 31 de março de 2015 |
como um pressentimento de pedra a palavra
asfixia na impertinência da curiosidade
que morte estranha liberta a solidão
arfando passos na sua rota de espuma
e ternura clandestina
sacrifício irracional que legitima o silêncio
como um símbolo da energia do caos
brilha de ambiguidade em ritmo veloz
na trajectória de uma presença perfeita
com aroma de eclipses e nuvens invertidas
um tronco sem vida a depurar o saber
queimadura da memória que não vacila
energia escavada no sumptuoso início
do que poderá nunca ser a raiz exacta
mas um utensílio para decompor a perplexidade
com a palavra certa sobreviverei
todas as cidades ardendo na cabeça
pergunta extenuante indefinidamente
30.3.2015