terça-feira, 14 de abril de 2015

| José António Franco |

| 31  de março de 2015 | 





como um pressentimento de pedra a palavra
asfixia na impertinência da curiosidade
que morte estranha liberta a solidão
arfando passos na sua rota de espuma
e ternura clandestina

sacrifício irracional que legitima o silêncio
como um símbolo da energia do caos
brilha de ambiguidade em ritmo veloz
na trajectória de uma presença perfeita
com aroma de eclipses e nuvens invertidas

um tronco sem vida a depurar o saber
queimadura da memória que não vacila
 energia escavada no sumptuoso  início
do que poderá nunca ser a raiz exacta
mas um utensílio para decompor a perplexidade

com a palavra certa sobreviverei
todas as cidades ardendo na cabeça
pergunta extenuante indefinidamente

30.3.2015