segunda-feira, 6 de abril de 2015

| Marcos Cesário |


28 de março de 2015


"A buceta é minha!"





Acabei de assistir a um vídeo de uma passeata em que algumas militantes feministas saíram, às ruas, seminuas, para exigir seus direitos ao respeito e à “igualdade” social.
A marcha seguia com um certo entusiasmo, e, as militantes iam declarando e gritando pelas ruas: “Inha, inha, inha: a porra da ‘buceta’ é minha!”...

E, fiquei aqui pensando, e, se essa moda pega? E se os manchões resolverem sair  às ruas, defendendo uma nova causa, e, gritando: “Inha, inha, inha: a porra da ‘pica’ é minha!”?...

O que tenho contra o feminismo? Nada. O feminismo ajudou a sociedade a avançar numa direção melhor: tanto para as mulheres quanto para os homens.

 O que tenho contra a vulgaridade, seja ela machista, feminista, e, outras “istas”? Tudo. A estupidez e a vulgaridade podem, e, devem ser combatidas com: coerência e elegância.

Oscar Wilde, que, no século dezenove, foi condenado à prisão por homossexualismo e atos imorais, e, que, viveu de forma amoral, sem nunca perder a elegância, com propriedade, alertou: “Um crime pode não ser vulgar: mas a vulgaridade é um crime”.
O que cansa nisto tudo é ver, com desgosto: pessoas, cegamente, acreditando que atitudes estúpidas e vulgares: ajudam a combater a estupidez e a vulgaridade. Acreditar nisto é tão coerente e racional quanto acreditar que: para combatermos a corrupção: devemos todos ser corruptos.

Quando vamos aprender a lutar?

A  mãe da justiça: é a lucidez.