| 24 de fevereiro de 2015 |
Ratinha Sandra: vai para Marte...
Acabei de saber que uma organização não-governamental holandesa, Mars One, está oferecendo vagas para quem quiser ir a Marte: ida sem volta. Marte fica a 225 milhões de quilômetros da Terra. Ou seja: quem for nesta expedição, inovadora e, curiosa, deixará para trás sua vida na Terra: para tentar sobreviver em Marte.
Pensando bem: nem todos têm uma vida: vivida, aqui neste planeta...
Acabei de ler que uma brasileira, Sandra, já se candidatou para uma vaga nesta viagem ao novo mundo.
Deixa eu refazer meu raciocínio: meia dúzia de cientistas estão procurando ratinhos para sua nova experiência no espaço: e, de cara, mais de 200.000 pessoas, 200.000 ratinhos(as) entusiasmados(as), de diversas partes do mundo, já se candidataram.
O que falta a estas pessoas na Terra para quererem ir a Marte: e, desistir da Terra?
Posso ouvir, daqui, o sábio Sócrates rindo: “Mais importante que a própria vida: é o sentido que damos a ela”.
Mas, acredito que a ratinha Sandra, professora, 51 anos: não entende o que Sócrates quer dizer. Sandra, esta ratinha deslumbrada, não vai me entender.
Em uma entrevista, perguntada sobre os perigos de morte que ela estaria sujeita em Marte, ratinha Sandra diz que confia nos cientistas que estão recrutando os ratinhos(as) para esta nova experiência, e, rebate com meia firmeza: “Sou corajosa, mas: não sou suicida!” .
Eu também acho que Sandra não é suicida. Também acho que Sandra, ao contrário do que ela quer acreditar, não é corajosa...
Deixa pra lá: às vezes é melhor fingir que não entendemos a alienação de certos(as) ratinhos(as).
