| 18 de fevereiro de 2015 |
Às vezes: o amor mata a morte...
Tentar contar certas estórias de amor não é fácil. As palavras parecem que nunca estão no lugar que deveriam estar, e, parece que a gente nunca conseguiu, consegue dizer, o que queria dizer, ou, dizer o que as palavras poderiam dizer. Mas, eu sei: às vezes, as palavras podem dizer tão pouco...
Agora mesmo, o que posso dizer de Paulo Henrique que viu a mulher que amava e ainda ama: morrer atropelada por um carro desgovernado, conduzido por um homem embriagado, poucos dias antes do casamento dos dois?
Como colocar em palavras a razão de amor, a mais bela das razões, a consciência do coração de um homem, de Paulo Henrique: que decidiu, no meio da vertigem e da dor, enterrar sua noiva, seu amor, sua Geyse, sua GG, com o vestido de noiva, grinalda e com a aliança?
Como entender um homem que depois de tudo isso, usa sua aliança, e, dia a dia refaz os votos de amor a Geyse, sua mulher, seu amor...
Paulo Henrique sente-se casado com Geyse, e, quem pode dizer que sua verdade, que sua razão de amor não é legítima?
Paulo, são poucas as vezes, na Vida, nesta curta vida, que temos a chance de acreditar e testemunhar que: o amor é maior e mais forte que a morte. E, que a morte não pode matar um amor...
Querido Paulo, pelos seus olhos, pelo seu amor por Geyse, que nos leva a refazer os votos com o amor, com a Vida: minha admiração, minha sincera gratidão...