|03 de março de 2015 |
Corpo da alma
Fechou o livro A morte de Artemio Cruz e se viu enlaçada pelo tempo, ficou com a frase de Carlos Fuentes na cabeça “depois dos quarenta perdemos a linha”, tentou imaginar a linha.
Seria a linha revelada pela sombra? Lembrou da frase de Wilde “aquilo que chamamos de sombra do corpo, é o corpo da alma”. Observou a própria sombra e concluiu: ainda não perdera a linha. Ficou feliz com as suas conclusões.
Neste dia, as preocupações da infância habitou sua memória. Por uma questão de segundos revisitou seu nome e suas roupas de quando criança, tudo se transformou para uma vida adulta, seu espírito não, continuou infantil... Porque na alma o desejo permanece, porque na alma nada amadurece.