segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

| Pedro Sá |

|03 de fevereiro de 2015 |





Nosso Horizonte



O seu corpo tinha cheiro de horizonte.
Ela deitava dentro de minhas distâncias
e eu a tocava com as palavras
que nasciam para se por sobre ela.

Vivíamos ao alcance da ternura...
Minhas mãos buscavam o seu silêncio
e iam medindo em seu corpo
a distância que havia entre aquele instante
e o mundo que se distanciava.

Enquanto nos amávamos
o mundo nos deixava, se tornava horizonte,
e nos esperava naquela distância que nos pertencia,
e que só se abriria dentro de nós...