segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

| Maisa Antunes |

|03 de fevereiro de 2015 | 



Amizade e poesia



“Gosto do por do sol quando as nuvens ficam cor de rosa”, foi uma das primeiras frases ditas por ele, que ela guardou. Olhou-o com curiosidade. Os passeios de bicicleta logo traçaram caminhos de amizade e carinho entre eles. Aumentando e diminuindo marchas, atravessaram fronteiras do tempo e encontraram-se ali pela mesma idade de brincar de existir.

“Vou levar-te a conhecer um sítio giro”, era uma casa abandonada, dessas em desuso, onde só a poesia poderia nela fazer existências. Aquele menino tinha espírito de poeta, ele arrancava o belo das coisas e das pessoas, com simplicidade e com viço natural de menino. Ele fazia dela uma possibilidade de encontro com a beleza, e ela encontrava nele um guardador do efêmero, daquelas coisas que só servem para nunca mais esquecer.