segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

| Fernando Coelho |


|03 de fevereiro de 2015 |



Recebi a edição francesa especial do jornal Charlie Hebdo. Encomendado e importado pela Livraria Cultura, do meu amigo Pedro Herz. As 16 páginas são arrasadoras. Humilham a ignorância. Chafurdam na ironia os criminosos. Castiga os cabeças ocas. E uma convicção: os radicais religiosos e políticos, matam porque a inteligência lhes é insuportável. A Educação, a Cultura, a sabedoria e o conhecimento, destroem aquilo que os imbecis carregam como trunfo: a estupidez. Liberdade de expressão a todo custo. O Brasil, se tivesse Educação, não teria tanto ladrão de paletó e gravata, dando uma de autoridade, nem tanto bandido mandando em nossas vidas com os fuzis apontados para os nossos corações. Mas o talento dos jornalistas do Charlie Hebdo, são correspondentes aos nossos grandes humoristas: Péricles de Andrade Maranhão, o Péricles, criador do Amigo da Onça, publicado na revista O Cruzeiro, de 1943 a 1962, a figura que desmascarava os interlocutores; Vão Gogo, a terrível criatura de Millôr Fernandes, publicado na mesma revista de 1945 a 1962; mais Carlos Estevão e Ziraldo. Tive a alegria de ser amigo de um dos nossos grandes, Fortuna, que desenhou a primeira capa da primeira edição do meu livro Salvador-Guia de Cheiros, Caminhos e Mistérios, que terá uma quinta edição ainda este ano. A palavra, a caneta, o lápis, vão derrotar estes idiotas do Estado Islâmico, do Boko Haram, das quadrilhas internacionais de terroristas. Se não derrotá-los, vai esculhambá-los.