|06 de janeiro de 2015 |
Caminho
Não caminho por essas ruas,
que não conhecem a tua voz,
nem o doce som dos teus passos.
Não caminho por essa calçada triste,
cujas pedras nunca tocaram a ternura
na pequena sombra do teu corpo.
Caminho deixando os meus passos
a deriva da tua ausência...
Sozinho, entre a curva das horas.
Caminho...
E basta um momento em silêncio,
para silenciar as distâncias.