|23 de dezembro de 2014 |
Lavava uma enorme quantidade de pratos. Ao terminar entrava num quarto grande, onde muitas pessoas dormiam. Quis deitar-se junto a sua mãe, que recusou, e mostrou-lhe uma cama vazia – a cama estava forrada de branco –; a mãe afirmou-lhe: é da protetora do teu irmão. Ela deitou-se e logo a cama trouxe-lhe sensações, que seu corpo tentava externar com movimentos, com sua voz cantando, quase silenciosamente uma canção. Acontecia no sonho e acontecia de fato. Fatos são sonhos?
Abriu os olhos e avistou um caramujo que subia na parede do corredor, como se tivesse saído do sonho. A cortina da porta parecia ser a fronteira entre o sonho e o corredor. Entre o sonho e o real sentou-se na cama agitada. O caramujo sumiu da parede.
Levantou-se, era inverno chuvoso, seu quarto tinha pouca luminosidade, e o dia parecia não querer amanhecer, mas o relógio já marcava 7 horas. Observou a roupa que dormia, estava de branco; atravessou a cortina e conferiu a parede por onde subia o caramujo.
Ela sofria de sonhos, por isso ficou algum tempo revivendo aquelas sensações tão reais. Final da manhã ligou a um amigo e contou-lhe o sonho. O amigo revelou que na Umbanda, branca é a cor, e caramujo é o animal preferido de Oxalá. Aquele sonho parecia-lhe como cartas enviadas de outras e restantes vidas.