13 de maio de 2014
Trago em meus olhos
a poeira do espelho
e uma cor que esse espelho
já não sabe refletir.
Cor que se abre
na luz e na sombra
de tudo que contemplo
e que vou semeando.
Trago em meus olhos
essa cor que só cresce
regada pelas cores
de outros olhos.