terça-feira, 27 de maio de 2014

| Pedro Sá |

13 de maio de 2014



Trago em meus olhos
a poeira do espelho
e uma cor que esse espelho
já não sabe refletir.

Cor que se abre
na luz e na sombra
de tudo que contemplo
e que vou semeando.

Trago em meus olhos
essa cor que só cresce
regada pelas cores
de outros olhos.