sábado, 3 de maio de 2014

| Carol Bittencourt |

1º de maio de 2014






Hoje de manhã, quando acordei, abri a janela do meu quarto e olhei para o céu; ele estava cinza. Fiquei um tempo olhando aquele cinza e lembrei que hoje era dia primeiro de maio, e que há oito anos, neste mesmo dia, meu dia também havia amanhecido cinza...

É que naquele primeiro de maio, quando acordei, eu sabia instintivamente que seria a última manhã que eu passaria ao teu lado, mãe...


Desde então, quando o cinza aparece, como hoje, como naquele dia, tento lembrar do teu sorriso, da tua voz cheia de ternura, do teu abraço, do teu carinho e aos poucos vou colorindo, como posso, minhas manhãs, meus dias, minha vida...