terça-feira, 4 de março de 2014

| Marcos Cesário |











Em um de seus poemas Miguel Torga, já muito doente, nos falou um pouco das velocidades do seu coração: A vida é lenta quando a morte tem pressa.

Cada um tem o direito de entender o ritmo do seu próprio tempo. É um direito de cada homem, de cada mulher, de cada poeta...

Falando de mim, confesso que nunca flagrei, testemunhei, Ela: a Vida, lenta... Nunca. Já a maioria das pessoas sim. Sempre me pareceram bem atrás da Vida, e da vida que poderiam viver se fossem mais atentos e menos covardes...

Mas tenho que concordar com Miguel Torga. É que a morte sempre me pareceu mesmo muito, muito apressada. Mas, não temos que nos preocupar tanto com isto porque o tempo de um homem vive nele e no seu coração e concordamos com Julio Cortázar que: Quando o tempo chega ao coração já não se pode medir.