Em um de seus poemas Miguel Torga,
já muito doente, nos falou um pouco das velocidades do seu coração: A vida é lenta quando a morte tem pressa.
Cada um tem o direito de entender
o ritmo do seu próprio tempo. É um direito de cada homem, de cada mulher, de
cada poeta...
Falando de mim, confesso que
nunca flagrei, testemunhei, Ela: a Vida, lenta... Nunca. Já a maioria das pessoas
sim. Sempre me pareceram bem atrás da Vida, e da vida que poderiam viver se
fossem mais atentos e menos covardes...
Mas tenho que concordar com
Miguel Torga. É que a morte sempre me pareceu mesmo muito, muito apressada.
Mas, não temos que nos preocupar tanto com isto porque o tempo de um homem vive
nele e no seu coração e concordamos com Julio Cortázar que: Quando o tempo chega ao coração já não se pode medir.
