sábado, 4 de janeiro de 2014

| José António Franco |





era uma vez um objecto que como qualquer outro objecto cumpria à risca a sua sina de ser a medida exacta da intensidade do poder que o possuía 

acontece que uma vez o poder saiu de casa apressado e deixou o objecto sozinho e o objecto ao fim de uma breve mas profunda reflexão decidiu abandonar o poder que o detinha para assim deixar de ser objecto

mal chegou à rua o objecto viu-se rodeado de contradições violentíssimas e após uma fuga desesperada o objecto foi agarrado por um poder desconhecido que o mantém cativo desde então

esta história significa que as diferentes formas de poder devem acautelar os seus objectos se não podem deixar de possuí-los