| 14 de abril de 2015 |
percorro o rio que nasce nos teus ombros
e em nuvens de prata difusa resplandece
— ou será a lua num festim de perfumes
tambores rufando numa prece
perplexas minhas mãos desfraldam palavras
emudecidas na madrugada dos teus cabelos
— ou será o tempo adejando sossegos
mistérios deflagrando pelos caminhos em novelos
percorro-o na urgência de ti
teu nome silenciado como um segredo
— apenas pássaros e flores exalando lumes
nas margens submersas onde nasci
escuto agora as quedas de água
minuciosas fragrâncias claras e doces
e tu de novo mulher inteira um rio
de luz despenhando-se nos meus braços
13.4.2015