terça-feira, 28 de abril de 2015

| Carol Bittencourt |

| 14 de abril de 2015 |



            Aprendendo com a solidão




Nunca gostei de ficar sozinha. Na infância, muitas vezes, chorei sozinha porque tinha medo de ficar sozinha e, mesmo depois que cresci, e aprendi a conviver com meus fantasmas, a solidão sempre me pareceu uma má companhia...

Mas, faz algum tempo, descobri que meu maior fantasma não é e nunca foi a solidão. Na verdade, eu nunca soube ser uma boa companhia para mim mesma, sempre procurei do lado de fora, o que eu só encontraria dentro de mim... Descobri que meu maior fantasma, esse tempo todo, era eu mesma.

Agora, que me dei conta dessa verdade tão simples e tão importante, a solidão tem se tornado uma boa e fiel amiga. Juntas, eu e eu, eu e minhas versões de mim, temos conversado tantas coisas, estamos aprendendo a nos ver melhor, a nos conhecer melhor, a viver melhor...

Não estou dizendo que prefiro ficar só, não é isso. Preciso das pessoas que amo bem perto de mim.  O que estou tentando dizer, é que, às vezes, eu preciso ficar só para aprender a estar perto, perto dos outros e de mim mesma.