segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

| Marcos Cesário |

| 02 de fevereiro de 2015 |



Bilhete para Pedro Manaças...





Caro Pedro Manaças, cada um tenta viver como pode e, interpretar a própria vida como pode. Por mim, confesso, eu sempre vejo um pouco de tristeza mal velada nos olhos da maioria das pessoas. Não sei. Talvez as pessoas não sejam assim tão tristes, como costumo enxergar habitualmente, talvez seja porque eu sou, e,  até certo ponto, gosto de ser, um pouquinho triste e, talvez por isso, eu sempre dou um jeito de me ver nos outros e, talvez por isso mesmo: acabo vendo sempre um pouco, ou muita tristeza no olhar e nos gestos da maioria das pessoas.

Manaças, foi um prazer rir ao seu lado. Foi bonito ver você nos interpretar, com tanta simplicidade e talento, com seus desenhos engraçados de nossos rostos e, de nossas almas. Foi uma tarde feliz aquela, não foi? E, mesmo no inverno, Lisboa estava ali: tão conciliadora, tão ensolarada...

Mas, às vezes, num intervalo ou outro das suas brincadeiras, enquanto você estava ali: rindo e nos fazendo rir: percebi uma certa tristeza, uma certa solidão em seu riso. Isto, a meu ver: te tornava ainda mais verdadeiro, mais confiável e mais amigo...

Bem, vamos deixar estas minhas melancolias de lado.

Pedro, Manaças, obrigado pelo riso e pela verdade de cada desenho, de cada abraço: até breve, querido...