terça-feira, 10 de junho de 2014

| Pedro Sá |







O vento está emperrado
e sobre o ar, inocente
adormece o coração do pássaro.

No recanto da gaiola
não há afeto, nem canto...
Só uma aflita persistência
atravessa os ouvidos.

O vento está emperrado.
O pássaro engaiolado não canta, grita.