terça-feira, 24 de junho de 2014

| Marcos Cesário |

22 de junho de 2014




Agora pela manhã, acordei, fiz o meu café, li alguma coisa e, como todos os dias, abri o facebook para me atualizar do mundo que fica fora de minha cabeça e, a primeira coisa que encontro é a notícia de que Edigar foi assassinado na porta da casa de sua irmãe: Glória da Paz.

Glória, estou assustado.

Glória, eu estou ainda tentando organizar as palavras para tentar te oferecer um silêncio mais puro, um silêncio mais silêncio.

Glória, caso este silêncio não chegue, e acho mesmo que não vai chegar, não agora, receba esta minha desajeitada tentativa de te dizer algo que possa, ao menos, te fazer saber que sinto um pouco de tua dor. Bem pouco, se comparada à dor de quem cuidou e tanto amou o Edigar: tua dor. Mas a dor não pode e, nem precisa, nem deve ser comparada.

Só sei que estou sentindo o que sinto e estou assustado e triste.

Lamento, Glória, lamento...