terça-feira, 24 de junho de 2014

| Carol Bittencourt |

10 de junho de 2014






Naquela manhã, pedi aos meus alunos do 6º ano que pensassem em alguma coisa que ainda não existe, e se tornassem seus inventores. Cada um deveria desenhar sua invenção em uma folha de papel, batizá-la com um nome e depois apresentar aos colegas aquilo que haviam criado. Passamos a manhã imaginando “mochilas voadoras”, “canetas que escrevem sozinhas”, “vassouras automáticas”, “amarrador de cadarços”, “professor com botão de liga e desliga”, dentre tantas outras invenções que iam despertando desejos e sorrisos. Mas, uma invenção, em especial, tocou e ainda toca meu coração toda vez que lembro seu nome: “Eterneron”.

Emily olhou para os colegas com um olhar envergonhado e disse com uma voz doce e tímida, que ela havia inventado “Eternerom” e explicou: “É uma máquina para ressuscitar os mortos porque não queremos que as pessoas que gostamos morram”. Confesso que neste dia voltei para casa agarrada à imaginação de Emily, desejando tanto quanto ela que “Eternerom” fosse mesmo inventada.

Mais tarde contei esta pequena estória a um amigo, ele sorriu e me disse que seria melhor que inventassem a máquina de ressuscitar os vivos, e me lembrou que esta sim, poderia salvar muita gente...