sexta-feira, 2 de maio de 2014

| Marcos Cesário |








Há certas saudades que sentimos de alguém que gostamos, que sabemos, mais ou menos, a altura e o peso que ela tem em nossa alma. Já outras, não.

Estava agora a pouco no supermercado e alguém cutucou minhas costas, quando me virei, Regina! Até aquele momento, eu não sabia o tamanho da saudade que estava sentindo dela e enquanto falávamos, tocávamos o rosto um do outro; enquanto eu passava a mão no cabelo de “minha mística”, Regina, eu ia sentindo aquela saudade de Regina, crescer... Sim, eu, ali, ouvindo a voz dela, tocando em seu rosto, rindo em seu riso e a saudade dela aumentando em mim...

Como sempre conversamos sobre nossas vidas, nossos sonhos, nossa solidão... em muitas vezes termos quem sentir só o que sentimos... E é por isto que amo Regina, por me sentir nela, mesmo sendo ela, em tantas preferências e gestos, tão diferente de mim, sinto Regina tão assim em mim...

Nos despedimos e nos prometemos  vermo-nos muito em breve. E tem que ser logo mesmo! Porque é sempre assim, sempre assim, esta saudade de Regina: nunca para de crescer em mim...