11 de Março de 2014
Albert Camus acertou: “As solidões reúnem os que a sociedade separa.”. Toda vez que me encontro com Helio Freitas me sinto lado a lado com a minha melhor solidão... Aparentemente Helio é menos solitário que eu, só aparentemente. Na verdade, Helio só tolera e ri dos disparates humanos mais e melhor que eu.
Helio se diz comunista; ele não é. Para ser um comunista, para ser nacionalista, para ser de direita ou de esquerda, um homem tem que aceitar calado que amputem a inteireza de sua alma. Helio não aceita. Por isto mesmo, por mais que Helio participe vez ou outra de reuniões de rebanhos, de partidos, ele é o que é: um nobre e sincero solitário, que sofre com qualquer injustiça cometida. O coração de Helio chega mais rápido que ele a qualquer lugar que ele vai, fora e dentro de si, por isto ele sofre com mais verdade os outros nele.
Estou ouvindo uma das músicas que mais amo e sei que Helio também: Guantanamera; e toda vez que me ouço nesta música é em meu amigo Helio Freitas que melhor me vejo.
Helio, você é um homem sincero, não só na sua indignação. Você também é sincero até naquele seu franco e escancarado riso. E, desejo que, antes que acabe nosso tempo neste curto tempo humano, ainda cantemos cada vez mais juntos os tantos versos que desejam e exigem as nossas almas.
