sábado, 4 de janeiro de 2014

| José António Franco |




Justiça sobre a mesa



quero justiça dizia ele cantalorando quero justiça continuava ele quero justiça massacrava ele tamborilando com os dedos quero justiça repetia ele lavando as mãos quero justiça recantarolava ele limpando as mãos gosto tanto de justiça confessava ele ao levantar-se deixando no prato a justiça meio comida



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